Apesar de menos comum que outros tipos de câncer ginecológico, o câncer de ovário é um dos mais desafiadores, justamente por seus sintomas muitas vezes discretos e de difícil percepção no início da doença.
O que é o câncer de ovário?
É um tumor maligno que se desenvolve nos ovários — órgãos responsáveis pela produção dos óvulos e de hormônios femininos. Existem diferentes tipos de câncer de ovário, dependendo das células onde ele se origina, sendo o tipo epitelial o mais frequente.
Qual a faixa etária de risco?
Geralmente afeta mulheres acima dos 50 anos, especialmente após a menopausa. Porém, também pode ocorrer em mulheres mais jovens, principalmente em casos ligados a fatores genéticos ou histórico familiar.
Quais os principais sintomas?
Nos estágios iniciais, os sintomas são inespecíficos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Com a evolução da doença, os sinais mais comuns incluem:
Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico envolve o conjunto de sintomas, exame físico e exames complementares como ultrassonografia transvaginal, dosagem do marcador tumoral CA-125, tomografia ou ressonância. A confirmação, no entanto, só é feita por meio de biópsia, geralmente durante procedimento cirúrgico.
Existe prevenção?
Não há uma forma 100% eficaz de prevenir o câncer de ovário, mas fatores como uso prolongado de anticoncepcionais, amamentação e laqueadura podem reduzir o risco. Mulheres com histórico familiar devem ter atenção redobrada e, em alguns casos, considerar avaliação genética.
Quais são os tipos de tratamento?
TRATAMENTO CIRÚRGICO
A cirurgia é o principal tratamento e tem como objetivo remover o tumor, que pode incluir o ovário, trompas, útero e outras estruturas, dependendo do estágio da doença.
TRATAMENTO COMPLEMENTAR
O câncer de ovário afeta a fertilidade?
Sim, principalmente quando o tratamento envolve a retirada dos ovários. No entanto, em alguns casos iniciais e em mulheres mais jovens, é possível tentar preservar a fertilidade com cirurgias mais conservadoras, sempre avaliadas caso a caso.
Como é o acompanhamento após o tratamento?
O acompanhamento é essencial e feito por consultas regulares, exames de imagem e controle dos marcadores tumorais. Isso permite detectar precocemente uma possível recidiva e avaliar os efeitos do tratamento.
Após a cirurgia, há alterações na vida sexual?
Após a retirada dos ovários, há uma queda nos hormônios femininos, o que pode causar ressecamento vaginal e redução da libido. Porém, com apoio médico, uso de cremes hormonais locais e acolhimento emocional, é possível recuperar a qualidade da vida sexual e o bem-estar.