Câncer de Endométrio

Um dos cânceres ginecológicos mais comuns, especialmente após a menopausa. O diagnóstico precoce é possível graças a um sintoma de alerta muito claro: o sangramento vaginal inesperado.

 

O que é o câncer de endométrio?
É um tumor maligno que se forma no endométrio — a camada interna que reveste o útero e que descama mensalmente durante a menstruação. Quando esse tecido começa a crescer de forma descontrolada, surge o câncer.

 

Qual a faixa etária de risco?
Mulheres acima dos 50 anos, principalmente após a menopausa, são as mais afetadas. No entanto, mulheres mais jovens com fatores de risco também podem desenvolver a doença.

 

Quais os principais fatores de risco?

  • Obesidade
  • Diabetes
  • Hipertensão
  • Terapia hormonal com estrogênio isolado
  • Histórico de menstruação precoce ou menopausa tardia
  • Síndrome dos ovários policísticos
  • Histórico familiar de câncer ginecológico

 

Quais os principais sintomas?
O sinal mais frequente — e que deve sempre ser investigado — é o sangramento vaginal fora do período esperado, especialmente após a menopausa. Outros sintomas incluem:

  • Corrimento vaginal anormal
  • Dor pélvica
  • Cólicas fora do período menstrual
  • Aumento do volume uterino

 

Como se faz o diagnóstico?
O diagnóstico começa com avaliação clínica e exame ginecológico. Em seguida, são solicitados exames como ultrassonografia transvaginal, histeroscopia e biópsia do endométrio, que confirma a presença de células cancerígenas.

 

Existe prevenção?
Não há uma forma de prevenção absoluta, mas manter o peso saudável, controlar doenças como diabetes e evitar o uso prolongado de hormônios sem orientação médica pode reduzir o risco.

 

Quais são os tipos de tratamentos?

 

TRATAMENTO CIRÚRGICO
O tratamento principal é a cirurgia para retirada do útero (histerectomia), que pode incluir também as trompas, ovários e linfonodos próximos, dependendo do estágio da doença.

 

TRATAMENTO COMPLEMENTAR

  • Radioterapia: para reduzir o risco de recidiva local.
  • Quimioterapia: indicada nos casos mais avançados ou com risco de disseminação.
  • Hormonoterapia: em alguns tipos específicos de tumor, especialmente em mulheres que ainda não passaram pela menopausa e desejam preservar a fertilidade.

 

Esse tipo de câncer afeta a fertilidade?
Sim, especialmente quando o tratamento envolve a retirada do útero. Para mulheres que ainda não tiveram filhos e estão em estágio inicial da doença, pode haver alternativas individualizadas de tratamento preservador, sob criteriosa avaliação médica.

 

Como é o acompanhamento após o tratamento?
A paciente deve fazer consultas regulares com o ginecologista-oncologista, que incluirão exames físicos e, em alguns casos, exames de imagem, para monitorar possíveis recidivas.

 

Após a cirurgia, há alterações na vida sexual?
Muitas mulheres temem isso, mas a retirada do útero não interfere diretamente na anatomia da vagina. Pode haver redução na lubrificação e no desejo sexual, especialmente em casos em que também são retirados os ovários. Com suporte médico, psicológico e o uso de tratamentos hormonais locais, é possível manter uma vida sexual satisfatória.